out
O Anão
Nelson Ned surgiu de dentro de uma caixa de cereais. Tinha sucrilhos no cabelo.
- Me dá um abraço, porra. Sou o seu brinde.
Dei um abraço nele e o anãozinho começou a andar pela minha casa. “Que bosta de lugar em que você vive, hein? Tem teve a cabo? Gosto de esportes.” Eu pedi para o sujeito ir embora, mas parece que ele era obrigado a ficar lá. Estava atrelado à uma cláusula de contrato com a Kellog’s, ele me explicou. Precisava me fazer companhia e falar, de vez em quando, sobre as qualidades nutritivas do cereal. “Cadê os esportes, porra?” Liguei pra um amigo que eu conhecia. Ele tinha jeito com anões, sabia como dobrá-los. O cara chegou em dez minutos. Carregava um revólver na mão. Assim que viu Nelson Ned, descarregou a pistola em cima dele. Pá-pá-pá! Seis tiros. Eu estava aterrorizado.
- Fique calmo. Anões são fogo, mesmo. Esse é o único jeito de lidar com eles. Venha, me ajude com o corpo.
Recheamos o corpo de Nelson Ned com açúcar e geléia, colocamos ele dentro de um envelope pardo e o endereçamos para a Etiópia, a fim de alimentar as bocas famintas do Continente Perdido. Postada a carta, me olhei no espelho e pensei comigo mesmo: “Cara, você é um sujeito e tanto”.
Tirado do excelentíssimo blog Loser

























janeiro 18th, 2009 at 17:27
amazing post))
janeiro 20th, 2009 at 18:32
It's diffucult to understand..
janeiro 21st, 2009 at 11:57
Oh, it'a true, I know!
janeiro 21st, 2009 at 16:52
Nice post =)
janeiro 21st, 2009 at 21:11
hey, Russians. Why you are commenting in my posts?