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18
jan

Review: Glee

Posted by: Dayane

Antes de falar um pouco de Glee quero me apresentar: sou a Dayane D., tenho 18 anos e vou para o segundo ano de Letras na Unicamp. Moro no interior de São Paulo e sou aficcionada por livros, filmes e séries, que é justamente sobre o que essa minha coluna aqui no Manicômio S.A. vai tratar. Espero que vocês gostem, se divirtam e aproveitem as informações que quero passar a vocês!  MUAH!

Glee

Uma das minhas séries prediletas e que também está fazendo um enorme sucesso é Glee, produzida pela Fox. Do mesmo criador de Nip/Tuck, Ryan Murphy, Glee uma série musical com vários momentos um tanto quanto cômicos, levando algumas pessoas a dizerem que a série é muito “bobinha”, que não tem a mesma dramaticidade de One Tree Hill, por exemplo. Ouvi esse comentário de pessoas que assistiram somente um episódio aqui ou ali ou mesmo os 2 ou 3 primeiros episódios da série. É um comentário precipitado, de fato, porque para aqueles que não gostam tanto de musicais levam um certo tempo para apreciar Glee, como aconteceu comigo: passei a achá-la dramática e chorar em todos os capítulos a partir do quinto.

Para quem não conhece a série, dou um resumo básico dos 13 episódios lançados até agora: Will, o professor de espanhol da escola William McKinley, tenta fazer com que o glee club (um grupo de coral muito comum nas escolas norte-americanas, assim como as cheerleaders ou o clube de xadrez) da escola possa voltar à ativa. Inicialmente, temos apenas os alunos considerados loosers (perdedores) participando do clube, o que não ajuda muito para a fama e crescimento do coral “Novas Direções”. Mas Will consegue fazer com que um dos jogadores de futebol americano (Finn) da escola entre para o clube e que, com ele, traga outros alunos populares, como outros jogadores do seu time e cheerleaders (sendo uma delas, sua namorada, Quinn). Dessa forma, o coral alcança os 12 participantes que o campeonato regional exige para que possam ingressar no concurso.

Não é somente o preconceito que torna as coisas difíceis para o glee club, mas também a treinadora das cheerleaders (Sue Sylvester) que quer acabar com o “Novas Direções”: uma tentativa para não dividir sua verba e o prestígio de suas “cheerios”. Além disso, há toda a problemática dos personagens: Quinn enfrenta uma gravidez na adolescência, levando todos a acreditar que o pai de sua criança é o Finn quando na verdade é Puck, outro jogador de football e participante do glee club; a esposa de Will que finge uma gravidez para não perdê-lo; a exclusão de Artie, um rapaz paraplégico, pelos próprios integrantes do coral e mesmo os problemas amorosos e entre Quinn/Puck/Finn e Quinn/Finn/Rachel/Kurt.

Deixando todo o drama de lado, temos ainda as músicas: elas conseguem alcançar fundo, causam o que os fãs da série chamam de GleeGoosebumps (Arrepios). O repertório vai desde Queen a Van Halen, passando por Kelly Clarkson e Young MC, conseguindo atingir a todos os gostos musicais do público. Além disso, a relação das músicas com o que está se passando na série deixa a emoção falar mais alto na maior parte das vezes: como, por exemplo, quando Quinn precisou de força e apoio porque toda a escola havia descoberto a sua gravidez, o coral cantou “Keep Holding On” (Continue Agüentando) da cantora Avril Lavigne. A emoção com que as músicas são cantadas, as trocas de olhares entre os membros do coral durante suas performances fazem com que seja quase impossível não levar os espectadores às lagrimas. E não só o dramático que chama a atenção durante as apresentações, mas mesmo o cômico, como a gravação de um comercial de colchões feito pelo coral que canta “Jump”da banda Van Halen, ou mesmo todo um time de futebol americano dançando “Single Ladies” da Beyoncé durante um jogo.

É claro que o forte apelo ao marketing ajudou e muito para o sucesso logo de cara de Glee. Mas o sucesso manter-se até hoje e já haver uma resposta por parte da Fox que haverá uma segunda temporada antes mesmo de a primeira ter terminado além do lançamento dos CD’s com as músicas cantadas nos episódios e o incrível número de downloads das faixas para iPods não vem da propaganda, mas sim do trabalho bem feito, da aproximação dos personagens com o público a partir de histórias possíveis ou simplesmente tocantes pela carga de emoção que os atores conseguem passar aos seus personagens. Glee faz com que nós queiramos sair cantando e dançando pela casa, com que nos deparemos com nós mesmos em frente ao espelho cantando, seja aquela música para um ex-namorado, para aquela menina que estamos paquerando há algum tempo ou mesmo uma música para extravasar, para cantar em alto e bom som e se deixar levar pela música. Glee nos tira da nossa realidade por um curto prazo cumprindo com a sua palavra de ser um “programa de entretenimento”.

Por último, quero deixar para vocês a música que conseguiu me tocar mais fundo na série até hoje, que não há como eu ouvi-la sem ter os GleeGoosebumps:

Canal: FOX

Horário: Quarta-feira 22:00h

Duração: Aprox. 40 min.


2 Comments

Review

2 Responses to “Review: Glee”

  1. almydf Says:
    janeiro 19th, 2010 at 19:33

    huuuuum bacana
    tinha ouvido falar,vou ver se baixo

  2. Bruno Says:
    janeiro 24th, 2010 at 1:10

    Nossa.. eu sou fã desde quando tinha apenas o primeiro eps disponivel na internet, em maio do ano passado. E desde entao, vi a comunidade e o grupo de Gleeks crescendo aos poucos. assim que setembro voltou e o eps 1×02 – Showmance, a febre começou a se espalhar e hoje, já ouço Glee sendo comentado em conversas de amigos, os CD's nas lojas, as pessoas que nunca ouviram falar da serie ouvindo as musicas na internet. Em Abril a série volta, com mais 9 eps completando a primeira temporada. De Maio a Setembro, foram meses de espera e agora o pesadelo voltou. E ansiedade fica. Recomendo assistirem Glee, não só porque é uma boa série, mas sim porque não é clichê. Nao temos aquela atriz principal que é perfeitinha, e todos adoram ela. Amo Rachel Berry (Lea Michele) com todas minhas forças, e mesmo sendo a menos preferida do publico, adoro o jeito dela, a forma como ela atua, como canta (afinal, desde os 8 anos de idade cantava na Broadway, hoje tem 23) e me faz rir. Acho que é isso..

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